Le Ministre brésilien de l’Environnement ouvre à l’Espace MAISON le 1er séminaire national sur le combat aux déchets marins

Le Ministre brésilien de l’environnement, José Sarney Filho, a ouvert le premier Séminaire National sur le combat aux déchets marins, à l’espace culturel MAISON. Le Séminaire, organisé par le Ministère de l’Environnement, l’ONU Environnement et l’Institut Océanographique de l’Université de São Paulo (USP), est un premier pas vers le débat sur un Plan National de combat aux déchets marins

A l’occasion, des spécialistes de la société civile et académique, ainsi que des entreprises ont présenté des données concernant l’impact socio-économique et environnemental des déchets marins, ainsi que des solutions pour les réduire.

L’événement s’est déroulé du 6 au 8 novembre, en comptant sur la présence du Ministre de l’Environnement ; José Sarney Filho et de la représentante de l’ONU Environnement, Denise Hamú.

Notre Consul-général adjoint, Jean-François Laborie, a eu l’honneur d’ouvrir le séminaire, en rappelant l’audience que le sujet est aussi très important pour la France.

JPEG
De gauche ç droite : Jean-François Laborie, Consul-général adjoint de France à Rio de Janeiro, Denise Hamú, représentante de l’ONU Environnement au Brésil, José Sarney Filho, Ministre de l’Environnement, Alexander Turra, représentant de l’Institut Océanographique de l’Université de São Paulo (USP).

PNG

Discours do Consul général adjoint, Jean-François Laborie

JPEG

Prezados Senhoras e Senhores,
José Sarney Filho, Ministro de Estado do Meio-Ambiente,
Alexander Turra, representante do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo,
Antônio da Hora, Secretário de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro,
Jair Vieira Tannus Junio, Secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente,
Denise Hamú, representante da ONU Meio Ambiente no Brasil,
e Ricardo Gomes, Diretor do documentário Urban Bay ;

Boa noite a todos. É para mim um grande prazer e uma honra estar aqui para recebê-los no Seminário sobre o combate ao lixo no mar.

Quero cumprimentar o Brasil pela realização deste primeiro seminário.

Como vocês já sabem, a França assumiu uma posição clara na luta contra as mudanças climáticas durante a Conferência do Clima – COP 21 – de Paris, em novembro de 2015.

A comunidade internacional (com raras exceções) adotou o Acordo de Paris como uma resposta conjunta inédita, para enfrentar os problemas do desequilíbrio climático. O Brasil também assumiu um papel importante neste movimento, e isso é muito animador. Eu agradeço vocês.

Além do aquecimento global, desde a Conferência das Nações Unidas sobre o ambiente, que aconteceu em Estocolmo em 1972, a França sempre esteve à frente dos movimentos mundiais para enfrentar os desafios ambientais, e tomou para si a responsabilidade de continuar a fazê-lo.

Uma boa prova disso foi o chamado que o Presidente Emmanuel Macron fez a pesquisadores, professores, empresários, associações, ONGs, estudantes e à sociedade como um todo, pela mobilização geral e apoio aos movimentos contra o aquecimento global.

A França também tornou-se o primeiro país do mundo a proibir a venda plásticos de uso único, como copos, taças, pratos, talheres e outros utensílios descartáveis, graças a uma lei aprovada em agosto de 2016.

A medida passará a valer integralmente em 2020, o que dá bastante tempo para os fabricantes e estabelecimentos comerciais, incluindo restaurantes e supermercados, se adequarem às novas regras.

Segundo a nova lei, esses produtos deverão ser, pelo menos, 50% constituídos por materiais de origem vegetal e serem biodegradáveis.

Recebemos aqui hoje os cinco candidatos cariocas (entre vinte concorrentes de todo o Brasil). Graças a vocês e aos seus projetos, poderemos sem duvidas continuar a reforçar a cooperação técnica e científica entre os nossos países, pela proteção do meio-ambiente.

Digo reforçar, porque já realizamos juntos vários projetos institucionais ligados à preservação do meio-ambiente : Temos 10 laboratórios e grupos franco-brasileiros dedicados à pesquisa ambiental no Brasil, e acabamos de criar o Programa Guyamazonas, que financia projetos de pesquisa na região amazônica, além de um grupo de acadêmicos franceses e brasileiros que estão organizando um colóquio sobre a biodiversidade.

Recentemente, patrocinamos uma visita técnica de membros do Instituto Estadual do Ambiente a diversas instituições que desenvolvem atividades relacionadas na França, cujos representantes virão em breve ao Rio de Janeiro. As atividades no setor são inúmeras.

Ao lançar a campanha de sensibilização sobre o lixo no mar, a ONU está dando inicio a um novo capitulo do Antropoceno : o impacto do homem sobre o planeta é um problema anunciado, especialmente no caso do mar, que tem um papel crucial no equilíbrio ecológico do planeta.

Eu fiquei surpreso, quando li no site da ONU que cada vez que usamos uma maquina de lavar roupa, produzimos cerca de 2000 partículas de micro-plastico, que serão fatalmente jogadas no mar e parcialmente ingeridas por seres vivos. Li também que 99% dos pássaros marinhos terão provavelmente absorvido pedaços de plástico até 2050, e isso sem falar das 8 toneladas de lixo plástico que já estão flutuando nos oceanos…

É claro que essa luta só poderá ser levada adiante com uma cooperação internacional a longo prazo, com campanhas de conscientização de reflexão sobre o problema.

Por isso, repito aqui minhas palavras iniciais : é um prazer e uma honra, receber aqui este Seminário sobre o lixo no mar. Sem duvida estamos contribuindo com a sensibilização sobre as questões do meio-ambiente, e este trabalho é mais um passo dessa luta.

Agradeço pela atenção e desejo a todos um excelente evento.

publié le 09/11/2017

haut de la page