Os franceses do Rio – Fevereiro 2018 (especial de carnaval)

Todo mês, teremos um pequeno bate-papo com franceses que escolheram o Rio para morar. Este mês, entrevistamos Denis Raphaël, criador do site Carnaval-de-rio.fr

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Qual o seu nome?
Denis Raphaël

Quantos anos você tem?
40 anos

Qual a sua cidade natal?
Paris

Em que bairro do Rio você mora?
Ipanema

Há quanto tempo você mora no Rio de Janeiro?
14 anos

Você tem filhos?
Não

Por que você escolheu o Rio?
Graças à minha esposa e por afinidade cultural.

Quais foram as suas primeiras impressões quando você chegou aqui?
Primeiro, foi o perfume estonteante de plantas tropicais, já na saída do aeroporto. As ruas fervilham de gente. Na maioria das capitais, os espaços públicos são em geral apenas lugares de passagem. Aqui, são lugares onde as pessoas passam tempo, conversam, praticam esportes, passeiam, e os encontros acontecem naturalmente, 24 horas por dia.

Com esses espaços assim tão animados, há uma presença cultural intensa, quer seja musical, gastronômica, artística ou esportiva. E tudo isso num ambiente ambivalente e com uma liberdade exacerbada.

Sem querer cair no clichê, o que mais impressiona os europeus quando chegam ao Rio é obviamente a enorme diferença entre as classes sociais, que apesar de tudo convivem em relativa harmonia. E todo mundo se encontra na praia.

Qual a sua ocupação profissional, a sua principal atividade atualmente?
Sou formado e apaixonado por informática, com o meu lado autodidata acabo tendo acesso a várias áreas relacionadas.

Atualmente sou responsável técnico de uma loja de vendas por internet, o site Carnaval-de-Rio.Fr , que nasceu de uma vontade irresistível de compartilhar o diluvio cultural e o poder criativo fora do comum que temos aqui. O portal funciona, é claro, em torno do carnaval, que é o ponto culminante do ano, mas ele continua a ser alimentado durante o ano inteiro, com artigos explicativos mais aprofundados, com a apresentação dos sambas-enredo e a programação anual.

Sou webmaster, fotógrafo e redator, e o site me leva a cuidar de todos os detalhes técnicos necessários para a sua continuidade.

O que o Rio mudou em você?
Essa cidade maravilhosa aumentou profundamente a minha capacidade de me abrir para os outros. O "jeitinho" carioca e a reconfortante boa vontade das pessoas, sempre prontas a fazer uma forcinha pra te ajudar, hoje já fazem parte de mim. Passei a ter mais consciência do que é qualidade de vida.

Pra você, o que é ser carioca?
É ver o lado bom das coisas.

Existem sem dúvida vários tipos de carioca. O que mais me inspira é o que se liga na doçura da vida, nos amigos e na música. "Um barzinho e um violão".

Se você tivesse que escolher um lugar do Rio, qual seria?
A pedra do Arpoador, sem dúvida. O casamento divino e inesperado de uma cidade fervilhante com a força tranquila do céu, da terra, do mar, das matas e das montanhas.

O Rio em três palavras:
Vou parafrasear Tom Jobim, que disse: “Viver no exterior é bom, mas é uma merda. Viver no Brasil é uma merda, mas é bom.”: Tá ruim, mas é bom.

publié le 22/02/2018

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