Os franceses do Rio – abril 2018

Todo mês, temos um pequeno encontro com Franceses que escolheram o Rio para morar. Este mês, entrevistamos Pierre Baron, empreendedor social numa favela.
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Qual o seu nome?
Pierre Baron.

Quantos anos você tem?
23 anos.

Qual a sua cidade natal?
Le Havre.

Em que bairro do Rio você mora?
No Leme.

Há quanto tempo você mora no Rio de Janeiro?
Há 2 anos.

Você tem filhos?
Não.

Porque você escolheu o Rio?
Escolhi o Rio porque foi uma forma de unir o útil ao agradável. Do meu ponto de vista, o Rio de Janeiro era o melhor lugar do mundo para vir fazer um intercambio universitário.

Quais foram as suas primeiras impressões, quando você chegou aqui?
Quando eu cheguei, em fevereiro de 2016, fui logo arrebatado pela essa energia carioca, pela beleza da cidade e a loucura do carnaval. Fiquei impressionado com as diferenças sociais da cidade maravilhosa. Como eu sempre me preocupei com os problemas relacionados às desigualdades nas sociedades modernas, organizei minhas atividades pessoais e profissionais de modo a poder contribuir com a diminuição dessas diferenças.

Qual a sua ocupação profissional, o seu compromisso, a sua principal atividade atualmente?
Voltei para o Rio com a ideia de ir morar na favela Babilônia, para participar como voluntario na criação de uma cooperativa para fornecimento de energia solar na comunidade. Hoje sou vice-presidente dessa ONG, a Revolusolar.
Eu também pratico kitesurf no Leme, ali bem em frente ao morro. Uns amigos e alguns jovens da favela viram que era um esporte magico e me pediram para dar aulas. Então eu criei lá na França a associação ‘Kite Solidario’ (https://www.facebook.com/kitesolidaire/). Depois eu desenvolvi um projeto chamado ‘Favela Kite’, aqui no Rio, e já temos um coletivo com mais de dez moradores locais que estão organizando os primeiros eventos esportivos nessa comunidade que precisa tanto de iniciativas desse tipo.

O que é que o Rio mudou em você?
Aqui no Rio eu consegui montar um projeto de vida. Principalmente por causa dessa vivencia, tendo morado durante um ano e meio na favela Babilônia, consegui entender um pouco melhor a vida dos moradores da comunidade e participar dos projetos deles. Hoje em dia continuo levando adiante o ‘Favela Kite’, que me dá uma enorme satisfação pessoal. Fico muito feliz de ver amigos envolvidos com esse projeto, e sei que ele ainda vai render boas historias!

Ser Carioca, para você é o quê?
Acho que o carioca original é flamenguista.

Se você tivesse que escolher um lugar do Rio, qual seria?
A favela da Babilônia! Cada dia é um flash, no “morro do Leme”.

O Rio em três palavras:
Melting Pot, Sorriso e Contrastes.

publié le 25/04/2018

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