"Vidas Deslocadas" : Museu do Amanhã inaugura mostra temporária sobre Refugiados Ambientais

Mais de 65 milhões de pessoas encontram-se fora dos seus locais de origem devido a guerras, conflitos e perseguições. O Museu do Amanhã resolveu abordar o assunto da terrível vida dos refugiados ambientais, numa exposição aberta ao publico de 21 de Junho a 10 de Setembro.

JPEG

Rio de Janeiro, junho de 2017 – Milhões de vozes ecoam pelo mundo por um lugar seguro. São mulheres, homens e crianças refugiadas que abandonaram seu lar rumo à sobrevivência. De acordo com último levantamento do ACNUR (Agência das Nações Unidas para Refugiados), mais de 65 milhões de pessoas estão fora dos seus locais de origem devido a guerras, conflitos e perseguições. E segundo o Centro de Monitoramento do Deslocamento Interno, mais de 25 milhões de pessoas são forçadas a se mover, a cada ano, por causa de desastres naturais. Diante desse problema de importância mundial, o Museu do Amanhã, em parceria com o ACNUR e Agence France-Presse (AFP), inaugura Vidas Deslocadas, nova mostra que será aberta ao público no dia 21 de junho.

Além de fotos que mostrarão deslocamentos forçados, será apresentada obra de arte feita com coletes salva-vidas utilizados por refugiados que chegaram à Europa.

Por meio de cenografia, textos – em português, inglês e espanhol –, e fotos, Vidas Deslocadas apresentará algumas causas do deslocamento forçado devido a questões ambientais e o drama de quem já viveu essas situações em diversas partes do mundo. Entre os temas retratados estão a elevação do nível do mar nas Ilhas Marshall, Oceania; a mais severa seca dos últimos 60 anos na região do Chifre da África; o degelo no Alasca; o acidente radioativo de Fukushima, no Japão, em 2011.

No Brasil, os casos fotografados são o desastre de Mariana (MG), o impacto da construção da usina de Belo Monte (PA) e o desmatamento da Floresta Amazônica. A exposição ainda abordará o desaparecimento de rios e lagos, degradação do solo, crise hídrica, poluição de rios e mares, contaminação do ar, entre outros acidentes ambientais.

JPEG
O Diretor Geral do Museu do Amanhã, Ricardo Piquet e o Gerente de Exposições e do Observat§rio do Amanhã, Leonardo Menezes, apresentaram a exposição para Pascale Trouillaud, Diretora da Agence France Presse (AFP) no Brasil, Jean-Marc Schwartzenberg, Diretor Comercial da AFP na America Latina, Julio Brandão, Diretor de Comunicação e Marketing da AFP Brasil e Emmanuel Rufi, Assessor de imprensa e comunicação do Consulado da França no Rio de Janeiro. Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

“Embora os refugiados ambientais ainda não sejam reconhecidos pelos governos, existe um alto consenso entre os cientistas de que as mudanças climáticas, em combinação com outros fatores, aumentará o deslocamento de pessoas em um futuro não muito distante”, defende Leonardo Menezes, curador da exposição e gerente de Exposições do Museu do Amanhã. “Diante disto, o Museu, concebido com o propósito de conscientizar o público sobre a urgência de agirmos hoje para desenharmos um futuro melhor, traz esse tema à tona. Debater soluções para a questão do clima está em nosso cerne.”

JPEG
O fotógrafo da AFP, Yasuyoshi Chiba, ao lado da sua foto do desastre de Mariana (MG)

Um dos destaques de Vidas Deslocadas será uma obra de arte feita com coletes salva-vidas utilizados por refugiados que chegaram à Europa pela Ilha de Lesbos, na Grécia. A obra chamada de S.O.S (Save Our Souls – Salvem nossas Almas, na tradução do inglês) é feita pelo jovem artista de 16 anos, Achilleas Souras, e já foi exposta na Itália e na Espanha.

JPEG
Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

As fotos em exposição foram realizadas por profissionais da Agence France-Presse e mostram como o tema vem ganhando destaque em todo o mundo. “Uma das missões da AFP é trazer ao conhecimento público as grandes questões que afetam nosso planeta. Participar desta exposição é uma oportunidade de reforçar a reflexão sobre as mudanças climáticas e a forma como impactam as vidas de milhares de pessoas”, afirma Pascale Trouillaud, diretora da AFP para o Brasil.

O ACNUR vem trabalhando há muitos anos em questões de deslocamento forçado relacionados às mudanças climáticas e aos desastres naturais, protegendo e assistindo as pessoas mais afetadas ou em risco. Em diferentes frentes, o ACNUR responde às emergências de deslocamentos relacionados a desastres naturais quando há um chamado por parte dos países afetados. A Agência da ONU para Refugiados também busca trabalhar com os países para estabelecer leis e políticas públicas que fortaleçam as ações preventivas e assegure a proteção das pessoas que são deslocadas no contexto de desastres naturais e eventos climáticos extremos.

Vidas Deslocadas
Museu do Amanhã – Praça Mauá 1, Centro
Lounge – 2º andar
Tel.: 3812-1800
Período: De 21 de junho a 10 de setembro
Funcionamento: De terça-feira a domingo, das 10h às 18h (com encerramento da bilheteria às 17h)
Ingressos: A mostra temporária está incluída no valor da entrada para o Museu:
Inteira: R$ 20,00; Meia-entrada: R$ 10,00;
www.museudoamanha.org.br

JPEG
Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

publié le 21/07/2017

haut de la page