Visita ao projeto Uerê

Nesta quinta-feira, 15 de agosto, uma equipe do Consulado da França no Rio de Janeiro visitou o projeto Uerê, na Favela da Maré.

O adido cultural Romann Datus, a responsável pelo intercâmbio artístico Ioná Zalcberg, o assessor de imprensa Daniel Cariello e a estagiária do serviço cultural Laura Guelle foram convidados a conhecer as instalações e as realizações do projeto Uerê, criado pela artista plástica e pedagoga Yvonne Bezerra de Mello.

Uerê tem por missão proporcionar educação e instrução de qualidade para crianças e jovens com bloqueios cognitivo e emocional por causa da violência da comunidade onde vivem, uma das mais perigosas do Rio de Janeiro.

O projeto começou em 1980, sob o nome de Escola Sem Portas Nem Janelas, com aulas nas ruas. Mas conheceu grande crescimento na década de 90, quando oito crianças atendidas por Yvonne foram assassinadas por policiais no centro do Rio, em um episódio que ficou conhecido como chacina da Candelária. Depois desse acontecimento, Yvonne montou a escola Coqueirinho, que em 1998 tornou-se Uerê.

Atualmente, a escola Uerê atende centenas de crianças e jovens, que têm aulas que seguem a pedagogia inovadora criada por Yvonne ao longo dessas 4 décadas de trabalho com menores das comunidades da região. Os cursos complementam o ensino formal, com aulas de matérias como português, matemática, história e idiomas, mas também de violino, canto e informática. Uma pedagogia aplicada em centenas de escolas no Rio e por todo o país.

Em uma conversa com alunos adolescentes, Romann Datus lembrou suas próprias origens humildes, no Haiti, e revelou que desde criança desejava se tornar diplomata. “Por isso”, afirmou, “nunca desistam dos seus sonhos, vocês são capazes de realizarem o que quiserem”.

Os recentes problemas de cortes de financiamento, em decorrência da crise, não desanimam a equipe da Uerê. Yvonne é consciente dos problemas, mas sabe que o trabalho ali realizado pode mudar a vida de seus alunos: “As crianças da comunidade crescem em um ambiente de drogas e violência. O que nós fazemos é dar a elas um sonho”.

Saiba mais sobre o projeto Uerê

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publié le 24/08/2019

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